sexta-feira, 29 de julho de 2011

Carta aberta a um bebê que ainda não nasceu



Abaixo está uma carta que eu escrevi a um bebê que um nunca conheci, e provavelmente nunca conhecerei.

Um pastor na Costa Leste me mandou um e-mail para me dizer que um casal em sua igreja tinha ouvido a versão em áudio de Adopted for Life [N. T.: Adotado por toda a vida], e sentiram Deus os chamando para adotar. O processo levou a uma situação em que, nessa semana, uma jovem mulher que dará a luz a um menino, e fez um plano de adoção para que esse casal se torne os pais do garoto. O pastor perguntou se escreveria uma carta a esse menino, para quando ele tiver idade suficiente para começar a perguntar sobre sua adoção e o que isso significa. Eu mudei o nome dele, mas isso foi o que eu escrevi:

Querido Micah,

Deixe-me começar esta carta reconhecendo que eu não te conheço. Não sei nem se devo me referir a você como “Micah” ou “Tyler”, pois não sei se seus pais te chamarão pelo seu primeiro nome ou pelo do meio. Talvez você tenha um apelido, ou, à medida que você vai crescendo, se torne “M.T.” ou algo do tipo. Eu não sei, porque eu não te conheço. Seus pais leram um livro que eu escrevi, e o pastor deles me contou sobre eles, e sobre você.

Mas, visto que faltam alguns dias para você nascer, ninguém te conhece, ainda. A história da sua vida está apenas começando, e há muitas pessoas esperando ansiosamente por você, especialmente seus novos pais, que têm orado por você há muito tempo. Nós te amamos faz tempo.

Mas, pensando bem, eu não posso realmente dizer que ninguém te conhece ainda, porque Alguém conhece. Nos anos que estão por vir, você, provavelmente, enfrentará tempos difíceis, de querer saber quem é você e de onde você veio. Todo mundo passa por isso, alguns de nós mais do que outros. Você, provavelmente, será tentado a pensar nessas crises porque você era uma criança “adotada”.



Não acredite nisso.

Você não é um acidente. Este universo é vasto e mais misterioso do que você pode imaginar, e no coração dele, eu acredito, que existe um Ser pessoal que chamamos “Deus”. Com milhões de pessoas por todo o mundo, e por milhares de anos, eu acredito que esse Deus se revelou em um homem chamado Jesus, que nos ensinou a chamar esse Deus, junto com ele, de “Pai”.

Jesus tinha um segredo, um segredo que as pessoas tentavam descobrir por muito tempo, até que ele nos mostrou há, relativamente falando, pouco tempo. Ele não é nenhum homem qualquer. De fato, ele é Um com o seu Pai desde antes do universo existir. Todo o cosmos foi modelado por ele, e para ser seu. O ser humano foi feito especialmente da forma como Jesus é, mas, tempo atrás, nossos ancestrais, e todos nós com eles, fomos levados cativos por um espírito-predador, e nós conhecemos apenas a escravidão de seguir os nossos próprios impulsos até a sepultura. O universo o qual fomos feitos para governar não nos reconhece mais como o que nos fomos feitos para ser, os filhos de Deus.

Mas Jesus estava livre dessa sentença de morte. Sua vida estava exatamente de acordo com o que o Pai dele queria. Ele veio a esse mundo assombrado por demônios, e mostrou ter poder sobre espíritos maus e sobre a própria maldição. Então, ele ficou em nosso lugar e suportou aquilo que mais tememos, e tudo aquilo que nós nem conhecemos o suficiente para temer: sofrimento, tentação, acusação, abandono por amigos e família, alienação de Deus e a própria morte.

Mas nenhuma dessas coisas foi forte o suficiente para deter Jesus. Porque ele não tinha nada a esconder de seu Pai, ele foi a primeira pessoa na história a sair do tumulo em novidade de vida.

Esse Deus de Jesus Cristo decidiu a sua história. Ele decidiu que você nasceria de sua mãe biológica, e que ela teria coragem e o amor de te dar a vida. Ele quis que você fosse adotado por esta família de uma mãe e um pai que amam você. Ele assegurou que haveria um tipo de vazio na vida deles que os levaria a buscar você, bem na hora em que ele o traria a eles. E ele te colocou em uma família que acredita nas boas novas da antiga história que eu te contei anteriormente.

Minha oração para você é que você veja como é amado fervorosamente. Sua mãe biológica amou você, ou você não estaria aqui para ler isso. Seus pais amam você, e sempre vão amar, não importa o que aconteça. Ainda mais importante, o Deus que te formou te ama o suficiente para te mostrar em sua própria vida a imagem que ele queria para todos nós: ser adotado, por toda a vida, em sua família.

Eu oro para que um dia, quando você tiver idade suficiente, você sinta um tipo de descontentamento com a sua vida. Eu oro para que você veja que não é por causa das suas circunstâncias, e certamente não é porque você foi adotado. Isso é porque você, como todos nós, será um pecador e precisa de misericórdia, um órfão espiritual que necessita de um Pai. E eu oro para que você olhe para a história em que seus pais acreditam. Eu oro para que você olhe para o sangue de Jesus na cruz como o inferno suficiente para você, e para a tumba vazia de Jesus como a vida suficiente para você. Eu oro para que você aprenda, e nada mais, a dizer duas coisas: “Jesus é o Senhor” e “Aba Pai”. Eu te prometo, ele estará lá para te receber e regozijar sobre você. Ele sempre estará.

Novamente, eu ainda não te conheço. Mas eu estou ansioso para te conhecer um dia, como seu irmão. Se não entre o seu primeiro e o centésimo ano de vida, então nos trilhões mais que teremos diante de nós na nova criação em Cristo. Espero que você esteja lá comigo e com a multidão de incontáveis ex-órfãos como nós. E é assim então que você, e eu, saberemos totalmente o que significa ser adotado, adotado por toda a vida.

Bênçãos para uma vida de paz, alegria, e, acima de tudo, amor,

Russell


Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui

terça-feira, 7 de junho de 2011

As Histórias românticas podem machucar seu coração?



Na cabeceira de uma mulher da sua igreja, há um romance cristão e uma Bíblia. Isso é errado? No Kindle de uma adolescente do grupo de jovens, há uma ficção bestseller de “jovens adultos” . Isso te preocuparia?

Um novo livro da Universidade de Boston dos pesquisadores Ogi Ogas e Sai Gaddam, Um Bilhão de Maus Pensamentos, oferece uma visão perturbadora de como as ferramentas de busca da Internet revelam muito sobre os desejos sexuais e emocionais do homem e da mulher, e como eles se diferem. A pesquisa afirma o que, de certa forma, todos já sabem: homens são visualmente comprometidos, atraídos por uma certa inovação jovem e sexual, e são, portanto, vulneráveis à pornografia visual.

A pesquisa analisa ainda o que a indústria de romances nos diz sobre o que significa ser uma mulher (pelo menos em um mundo caído como o nosso). Mulheres são muito menos propensas a ser atraídas pela pornografia visual (embora isso tenha acontecido mais do que pode se imaginar), mas são completamente propensas a se envolverem tanto com as ficções românticas da Internet, como em algum romance à moda antiga.

As histórias românticas seguem, de acordo com as pesquisas, um padrão típico. O herói quase nunca é, como dizem, um operário humilde, um burocrata, ou alguém com ocupações tradicionalmente femininas (cabeleireiro, professor do jardim de infância, etc.). Ele é competente, confiante e, geralmente, rico. Ele é, em suma, um macho alfa.

Mas, eles argumentam, esse macho alfa é tipicamente um personagem bruto que aprende a ser domado pela gentileza, em especial pela gentileza dela. Assim, você encontra não apenas o forte e silencioso cowboy com um interior maleável, mas também ultimamente temos visto vampiros, lobisomens e vikings.

E tudo isso se move em direção ao clímax do romance: o “Viveram-Felizes-Para-Sempre”.

“As histórias românticas raramente possuem uma continuação,” o livro conclui. “Uma vez que o herói e a heroína estão ligados pelo amor ou pelo matrimônio, eles tiveram o seu Viveram-Felizes-Para-Sempre, presumivelmente com um pequeno grupo de crianças e um lar feliz. Outras aventuras adicionais violariam a fantasia feminina do amor verdadeiro, comprometido e eterno”.

“Ainda que hajam muitos romances modernos em série, uma vez que um casal alcança o seu Viveram-felizes-para-sempre em um livro, eles voltam a tona apenas como amados personagens coadjuvantes em futuros livros, em algum livro subsequente em que o foco estaria em um novo herói ou heroína.”

Naturalmente, como eles fazem com a pornografia, esses estudiosos explicam tudo sobre esse protótipo feminino de desejo como uma necessidade Darwinista da mulher que procura um companheiro que possa ser simultaneamente monogâmico e protetor de sua descendência. Esse desejo evoluído é suprido por um homem forte que desabafa seus sentimentos de devoção, e seu comprometimento para o resto da vida é conquistado no exato momento em que se alcança o Viveram-felizes-para-sempre.

Embora eu não compartilhe todos as pressuposições desses estudiosos, eu acho que eles estão no rumo certo sobre o fascínio pelas histórias de amor atualmente comercializadas. Pornografia e histórias de amor não são (ou pelo menos não são sempre) moralmente equivalentes, mas eles “atuam” da mesma forma.

Ambas são baseadas em uma ilusão. A pornografia é baseada na ilusão de um encontro perfeito, em que o parceiro está sempre excitado, sem o “trabalho e esforço” da intimidade no relacionamento. Frequentemente, as historias de amor ou seus filmes equivalentes, fazem a mesma coisa com as necessidades emocionais da mulher que a pornografia faz com as necessidades eróticas do homem.

Em ambos os casos, o que o “mercado” oferece é a identificação. Homens querem a ilusão de mulheres que parecem mulheres mas são, em relação à resposta sexual, assim como homens. Mulheres querem a ilusão de homens que são homens “de verdade”, mas, nos termos do conceito romântico, são como mulheres. É o amor por si mesmo, não o “mistério” do outro, do oposto.

Ainda bem, nós ainda não temos um mercado para pornografia “cristã”(mas espere um pouco, alguém irá achar um jeito). Mas nós temos um mercado para romances “cristãos”. Alguns desses que são classificados como tais não são realmente “historias românticas”. São complicadas análises da condição humana, especialmente relacionamentos entre homens e mulheres, do ponto de vista cristão.

Muitos desses gêneros, entretanto, são simplesmente uma cristianização de um hábito que não pretende aumentar a intimidade, mas criar um escape para uma ilusão artificial disso. Reconheço portanto que não há sexualidade explícita aqui. O herói e a heroína não dormem juntos, eles oram juntos. Mas é justamente esse o ponto.

Quantas mulheres de meia idade decepcionadas de nossas congregações estão lendo esses romances para comparar os “fortes líderes espirituais” descritos nesses livros e certos trastes inúteis sentados no sofá ao lado delas?

Isso não é para comparar moralmente “historias românticas” com o desespero de almas destruídas pela pornografia. Mas vale a pena perguntar: “O que estou consumindo está me levando à felicidade com o meu cônjuge (ou futuro cônjuge) ou para longe disso? Isso está me levando a buscar uma união de uma só carne ou uma personificação dos meus próprios desejos? É esse o “mistério” ou apenas uma miragem?

Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui

domingo, 5 de junho de 2011

"Não haverá borboletas...



...se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses". Rubem Alves

As vezes mudar é importante, outras vezes é necessário. Nos deparamos com mudanças constantemente. Mudança no clima, mudança de governo, mudança da noite pro dia, mudança em algumas opiniões, a gente engorda ou emagrece, dentre tantas outras.

Em uma análise meio filosófica, hoje não somos os mesmos de ontem, todos os dias aprendemos coisas novas, ampliamos nossas áreas de interesse, ou ainda quem sabe enjoamos de outras.

Diariamente nos deparamos com situações que nos conduzem a mudanças interiores. Situações em que devemos ser mais pacientes, situações que devemos ser mais flexíveis, situações que devemos ser mais inflexíveis. A todo instante estamos desenvolvendo a nossa maturidade, nos tornando diferentes do que éramos.

Outra mudança importante é a relativa ao aprendizado, todos dias aprendemos coisas novas, não necessariamente em uma sala de aula ou com algum professor, academicamente falando. Mas um aprendizado sobre aquilo que é realmente relevante. Não estou dizendo que aquilo que aprendemos em sala de aula seja irrelevante. Mas o critério de importância gira em torno do fato de investir em um conhecimento que não se perde. Um conhecer não apenas de tomar conhecimento. Mas um conhecer de viver, de fazer parte, de ser!

Mas há certas coisas que não devem (não podem!) ser mudadas, mudar isso seria negociar o inegociável. A Palavra de Deus não muda. Foi escrita ha muitos anos, e continua sento completamente atual. Tentar mudar o que Deus disse, ou simplesmente aceitar ou tolerar essas tentativas de mudanças é negociar aquilo que não é negociável. Por isso não devemos absorver tudo o que nos dizem, e o que pregam para nós sem quer o senso crítico seja estabelecido na Palavra de Deus.

Quando essa palavra faz diferença na nossa vida, a mudança é inevitável. Pois antes eu vivia para agradar a mim mesma, eu vivia para satisfazer apenas os meus interesses, vivia em um mundo egoísta e sem esperança. Mas a partir do momento em que Jesus Cristo toca no nosso coração, Ele também transforma, e a partir daí, tudo de fez novo!

terça-feira, 24 de maio de 2011

11 Maneiras de proteger sua filha da Barbie



Justin Holcomb
A cultura popular americana possui uma rica diversidade de ícones, como a maçã da Apple, o rato da Disney, os arcos do McDonald’s, a logo na Nike e a Barbie, “o ícone, a imagem, o ideal”.

"Poder feminino"
O fabricante e comerciante da Barbie, a Mattel, anuncia a boneca como um símbolo de “poder feminino” mostrando que a Barbie pode ir à faculdade, explorar o universo como uma astronauta, experimentar a emoção da maternidade e governar o país como Presidente. Mas, a Barbie traz algumas profundas consequências.

“A Barbie é pequena e tão delicada. Suas roupas e sua imagem tão elegantes… Algum dia eu serei exatamente como você. Até lá eu sei o que irei fazer. Vou fingir que sou você.” Surpreendentemente, essas palavras pertencem ao primeiro jingle comercial da Barbie, quando ela fez a sua estréia no dia 9 de março de 1959.

Não coma?
Se o corpo da Barbie de 30 cm fosse convertido para as proporções em tamanho real, considerando as proporções originais, ela teria 1,75 metros de altura, cerca de 91,4 cm de busto, 45 cm de cintura e 84 cm de quadril. Ela calçaria 34. Críticos argumentam que isso incentiva as jovens a almejar uma forma corporal irreal e doentia.

Em 1965, a Barbie “Festa do Pijama” veio com um livro intitulando “Como perder peso”, que aconselhava a “não comer”. A boneca também veio com uma balança rosa de banheiro onde se lia 50 kg. Isso seria, no mínimo, 15 kg abaixo do peso para uma mulher da altura dela.

Um instrumento de humilhação
A figura excessiva da Barbie condiciona as garotas a terem uma percepção equivocada de um corpo feminino perfeito. A constante divulgação desses objetivos perfeitos para as nossas garotinhas, por meio da Barbie e modas de outros produtos de cultura popular, traz suas tentativas de semelhança com um protótipo impossível. Talvez seja por isso que 80% das garotas de 10 anos já fazem dieta para controlar o peso.

Ao invés de ser um ícone saudável, a Barbie se destaca como um instrumento de humilhação na vida de garotinhas. Elas se sentem fracassadas quando olham para a Barbie e não podem estar à sua altura. Isso é o contrário do que qualquer pai quer para a sua garotinha.

O ponto
Mas esculhambar a Barbie não é o ponto. E não estamos defendendo militantemente uma campanha anti-Barbie. A maioria das garotinhas que brincam com Barbies vão crescer e isso não vai destruir a sua vida adulta. Mas as ideias podem ser sutis. E elas podem ter consequências. E a ideia por trás da Barbie é só um exemplo de muitas coisas que podem atacar a identidade e a auto-imagem de uma garota.

A ideia por trás da Barbie é só um exemplo de muitas coisas que podem atacar a identidade e a auto-imagem de uma garota.

Meu objetivo é direcionar sua atenção para a necessidade desesperada da a aplicação do evangelho para as jovens garotas em nossas vidas. Essa questão de identidade é uma parte significativa da própria imagem distorcida que a nossa cultura dá às garotas. A força cultural e as campanhas publicitárias pregam uma cruel e prejudicial mensagem da imagem e identidade para as garotas.

Demonstrando amor
Por mais altas e dominantes que essas vozes podem ser, os pais podem ter uma voz mais alta. Nós possuímos a oportunidade de demonstrar nosso amor e dedicação para com as meninas que Deus colocou em nossas vidas. Mas como é que se faz isso? Aqui estão as 11 coisas que os pais podem fazer para demonstrar seu amor:
1- Pais, não subestimem a sua influência sobre a sua filha. Fale para elas que são bonitas antes que a cultura as convença do contrário.
2- Mães, estejam atentas para qualquer tipo de distorção na sua auto-imagem porque sua filha aprende muito sobre o que achar do corpo dela com você.
3- Proteja-as tanto quanto for possível da exposição de conteúdos que são nocivos.
4- Aprenda sobre a mídia e a cultura popular na vida de seus filhos.
5- Vá além da abordagem “Apenas diga não” da cultura.
6- Ter conversas apropriadas para a idade é uma parte essencial do seu relacionamento com a sua filha.
7-Incentive seus filhos a usar a arte, brincar e escrever para processar as imagens e outras mensagens da mídia que eles recebem.
8- Oponha-se às limitações de estereótipo de garotos e garotas que são dominantes na mídia e na cultura comercial.
9- Compartilhe os seus valores e preocupações com os outros adultos – seus amigos, parentes e pais dos amigos de seus filhos.
10- Ajude-as a aprender como interpretar e absorver o que eles vêem e lêem na cultura.
11- Ame-as incondicionalmente. Veja-as como um presente.

Filhas de Deus
As meninas confiadas a nós por Deus precisam ouvir que, por meio da fé em Cristo, elas se tornam parte da família de Deus. A elas é dada a mais maravilhosa identidade: filha de Deus (1 João 3.1-2). Deus as adota e as aceita porque as ama. Elas não fazem e nem podem fazer nada para merecer o amor dEle. Ele as amou mesmo quando, e especialmente quando, elas eram inamáveis e se sentiam inamáveis.

Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vivendo e aprendendo...




Vivemos em constantes aprendizados. Qualquer que seja a nossa idade nos deparamos com novos aprendizados constantemente. E é aprendendo que crescemos. Quem não aprende fica estagnado, estacionado... conformado com a sua ignorância.

Tem aqueles aprendizados que tiramos das experiências dos outros. Que vemos ou ouvimos e tiramos alguma lição para a nossa vida. Tem ainda aqueles que tiramos dos nossos próprios erros, quando percebemos nosso erro e aprendemos que não deu certo, que da próxima tem que ser diferente.

Tem aquele aprendizado que tiramos de fatos que acontecem não necessariamente por culpa nossa, eles simplesmente acontecem, e por mais despreparados que estejamos, por mais dolorido que seja, temos que aprender a lidar com essa dor e com esse sofrimento, buscando o consolo em quem pode te dar o consolo. Tem ainda aquele aprendizado do dia-a-dia... sabe aquele leão que se mata por dia? Aquele grau extremo de paciência e domínio próprio pra não dar uma peia em alguém.

Quantas vezes a gente acredita que sabe de tudo, e gente acha que já ta abalando geral, e quando mais a gente se empina, quando mais a gente se enche de nós mesmos nesse engano chamado auto-suficiência mais a gente sofre, mais a gente leva na cabeça. Devemos buscar aprender com quem tem algo válido a nos ensinar, não busquemos tirar esses aprendizados com quem nada nos tem a acrescentar. Devemos, portanto, buscar nossa suficiência apenas no Senhor, pois só Deus sabe o que precisamos aprender, quando e porque. Só Deus conhece o nosso coração para que possa nos ensinar, não o que queremos aprender, mas o que precisamos. O Senhor pode e usa as pessoas a nossa volta para nos ajudar nesse caminho. Mas fique atento, mantenha aquele sensorzinho ligado, nem todo mundo que passa a mão na sua cabeça está apto a te aconselhar. Você pode ler sobre auto-ajuda em diversos livros e artigos, mas só tem um livro, O livro, capaz de te mostrar o caminho que deve seguir, e esse livro é a Palavra de Deus. Os homens são falhos, cheios de ideias corruptas vindo de corações corruptos, mas o Senhor, ah.... ele jamais erra!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Você perde 100% dos tiros...




...que você nunca dá. Sabe, eu sempre fui uma pessoa bem reflexiva, creio que devido a minha timidez sempre preferi ouvir mais do que falar e isso me faz pensar bastante antes de falar ou tomar alguma decisão.

Porém houveram outras consequências decorrentes desse tipo de comportamento. Por mais que seja muito prática e objetiva, muitas vezes acabo por ser dominada por uma insegurança e um medo inexplicável. Acabo me escondendo atras de planejamentos e boas desculpas. E acabo me convencendo de a inércia foi a melhor opção. Mas quantas vezes isso não se repete, e repete e repete até que eu perceba a necessidade de dar a cara a tapa?

Um dia, um dos meus técnicos no basquete me disse que quando eu nem tento eu erro duas vezes. Você não tem nada, quando deixa de tentar fica com nada duas vezes. O nada já é garantido, e tentar é a única opção para se ter algo. Isso mexeu comigo, não apenas na minha postura em quadra, mas fora de quadra também.

Quando você atira você tem chance de acertar o alvo assim como tem chance de errar o alvo. Mas quando sequer atiramos, as chances são de 100% de errar o alvo! Não to dizendo para gente sair vivendo uma vida louca e sem juízo. Mas a ter um equilíbrio. Saber arriscar quando tem que se arriscar, e a de manter a inércia quando assim for preciso. Mas que essa inércia não seja cercada de desculpas e explicações que no fundo se resumem a medo e insegurança.

O que fazer? Orar! Pois só quem conhece o seu coração, a sua essência, a sua vida, o contexto em que você se encontra será capaz de lhe dizer o que fazer, e cuidar do seu coração! Mais do que confiar em si mesmo e na sua capacidade de tomar boas decisões, confiar em alguém que possui uma vontade boa, PERFEITA e agradável!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sorry?




Me desculpa? Me perdoe? Par de palavras tão simples, muitas vezes tão comuns mas que carregam consigo um significado muito mais complexo. Creio que tão ou mais difícil do que perdoar é pedir perdão. Passar por cima de orgulho e algumas vezes da sua própria vontade e reconhecer um erro. Ou quem sabe nem erro, ao seu ver, você tenha cometido, mas é necessário que supere o seu orgulho e tome a iniciativa. Um ato como esse constrange, mostra humildade, virtude de extrema importância para que se mantenham saudáveis os relacionamentos, mais do que importante, eu diria essencial.

Imagine a seguinte situação hipotética. Você gosta muito de uma pessoa, muito mesmo. Essa pessoa faz parte da sua vida, do seu “circulo da confiança”. Um dia, por algum motivo aleatório, ou por alguma confusão inexplicável, essa pessoa diz algumas coisas que te magoam a pior forma possível. Pega no seu calo, naquele seu ponto fraco que ela conhecia. Palavras que ressoam em sua cabeça por dias e noites.

Nossa tendência é pensar: “Mas eu não fiz nada, quem me deve perdão é ela(a outra pessoa)”. Concorda comigo que guardar mágoa é como guardar uma fruta podre na fruteira? Cada dia ela fica pior, cada dia compromete as outras frutas, até que um dia parece que tudo amargou. E você se tornou uma pessoa amarga. A falta de perdão te mantém ligado àquele fato ruim, e se torna impossível superar e seguir em frente.

Para tanto esse tal de orgulho, visto por tantos como virtude, se torna uma muralha a ser superada, que quanto mais você cultiva mais intransponível ele se torna. E mais difícil fica de conseguir chegar ao perdão, ou ao arrependimento.

Fica a dica de uma pequena reflexão que andou tomando certo tempo em minhas ideias, achei que valia a pena compartilhar, pois assim como fez diferença na minha vida, pode fazer na sua também. Que a paz do Senhor seja em seu coração.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Sobre esperar e caminhar...



Dessa vez de dentro da minha caixinha de inspirações saiu uma musica, que há algumas semanas causou uma certa inquietude e despertou a reflexão. A música é “Esperar é caminhar” da banda Palavrantiga. A letra é a seguinte:

“Quando espero a chuva chegar
Tu vens com teu vento
Quando espero tua voz estrondar
Tu vens com silêncio
Eu espero em ti
Embora sem saber
Como tu dirás, eu não sei
Mas esperarei
Quando espero o mar se abrir
Vejo meus pés sobre as águas
Quando espero o fogo arder
Ouço a brisa suave
Eu espero em ti
Embora sem saber
Como tu dirás, eu não sei
Mas esperarei
Mesmo sem saber
Como tu dirás
Dentro de mim
Reinará a tua paz
Que me faz saber
Esperar em Ti
É sempre caminhar”

O primeiro ponto que me despertou a atenção foi o aparente antagonismo do nome da musica: Esperar é caminhar. Quando penso acerca de esperar a ultima coisa q me vem a mente é caminhar. Esperar costuma lembrar inércia, estagnação, atraso, perda de tempo, as vezes cautela, cansaço. Mas não traz a memoria a ideia de caminhar.

Eis que a musica começa e ai eu começo a prestar atenção na letra, e caramba! Pois é... me vez ver que muitas vezes espero que algo aconteça assim, mas as coisas acabam acontecendo de outra forma. Deus SEMPRE faz TUDO perfeito. Pode aparentemente parecer meio torto ou sem sentido, mas é sempre perfeito.

A música não trata de um esperar aleatório como quem espera o ônibus chegar ou o tempo de microondas terminar apitando avisando que ta pronto, esperar no Senhor é sempre caminhar. Parar de tentar achar que sou capaz de fazer tudo sozinha e crer que no Senhor, e somente nEle podemos enfim caminhar!

Esperar não é estagnar, e sim confiar de que não é você que conhece o caminho, que não é você que sabe como as coisas devem acontecer. Esperar é crer, é ter fé. Todas as vezes que confiei na minha própria força acabei frustrada de alguma forma. Não devemos ver esse “esperar no Senhor” como um atraso de vida, mas como um “é sempre caminhar”.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"Preciso retomar...



...minha excursão por dentro de mim mesma, revisitar lugares esquecidos no tempo, reaver algumas esperanças perdidas, recuperar algumas lembranças que de tão antigas já foram quase esquecidas e reinventar maneiras de lidar com as velhas coisas de sempre...” Aurélia Vasconcelos. Pois é... correrias a parte, não andava com muito tempo para curtir essa tal excursão dentro de mim mesma... confesso que andei fechada para qualquer tipo de balanço e avaliação. Digamos que tem sido uma fase difícil, cheia de emoções e decepções inesperadas, e simplesmente resolvi criar uma casca.. é uma casca tipo o casco de uma tartaruga, ou quem sabe resolvi criar uma parede de gelo bem grossa... espessa o suficiente para não deixar ninguém (inclusive eu mesma) de ver o que se passava nesse coração.

Mas chega uma hora que não dá mais, a gente precisa fazer aquela faxina geral. Férias são muito boas para isso! Revisitar lugares dentro de mim mesma que eu optei por esconder ou esquecer, e mais do que isso reaver algumas esperanças perdidas. Sofrimento não serve para ser remoído, mas sim para que aprendamos com ele, superemos a nós mesmos.

Me dei conta que a minha maior inimiga nessa batalha sou eu mesma. Quantas vezes nós mesmos não nos boicotamos, nos enchendo de auto-comiseração. Pois é... parar para pensar, encarar de frente e ver que muitas vezes fazemos uma montanha com 3 grãos de areia, ok, algumas vezes são mais do que 3 grãos, e quando caem no olho fazem um estrago considerável. Mas não o suficiente para colocar em segundo plano o amor que Deus tem por mim, a ponto de mandar seu filho para morrer no meu lugar.

Então a bonitinha aqui se fecha no seu mundinho cor-de-rosa e acha que os seus são os maiores sofrimentos do mundo. Sem menosprezar o sofrimento alheio, mas ponderemos sobre a nossa realidade. Temos muito mais do que merecemos (não vale a pena entrar no quesito merecimento)... temos muito mais do que precisamos.

Então, vamos à faxina? Faxina geral. Peguemos nosso coração olhemos para dentro dele. Não to falando pra quebrar aquela parede de gelo.. faz bem mantê-la por um tempo. Até para se preservar. Mas que essa parede não seja impedimento para seus sonhos, esperanças, até as boas lembranças que devem ter um lugar especial nos nossos corações. Mas que em hipótese alguma isso seja colocado em prioridade nas nossas vidas, o foco tem sempre que estar no nosso salvador, Ok? #ficadica

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

“Que importa morar aqui ou lá...



...quando se descobre que se está sozinho em qualquer lugar...”. Há um bom tempo já tinha algumas reflexões acerca dessa frase, mas faltava inspiração para colocar no papel. Não que agora esteja “inspirada”, mas vejamos. Por quantas vezes você já se sentiu só? Sozinho mesmo... com aquela sensação de que mora em uma praia deserta sozinho, como um náufrago, ou quem sabe, que está perdido num deserto sozinho, porém você não está sozinho, está cercado de amigos, familiares, mora em uma boa casa, tem um bom carro, mas nada disso faz com que essa solidão diminua. E essa sensação ocorreu em um dia comum, da sua vida comum, e ai você pensa que se estivesse em outro lugar seria diferente, que se fizesse aquela viagem dos sonhos vai resolver o seu problema. Até resolveria se a solidão não viesse de dentro. Não importa aonde vá, se a solidão for no coração, você estará sozinho em qualquer lugar. E eu te garanto que amigo nenhum, namorado nenhum, parente nenhum, nem casa na praia, nem viagem para Paris, nem cobertura em NY pode acabar com essa solidão. Não há lugar algum que você possa ir, ou pessoa qualquer que você possa conhecer que acabe com essa solidão. Pois só há UM remédio. E tentar resolver esse problema em qualquer outra fonte que não seja o Senhor, é uma tentativa que será tão frustrada quanto tampar o sol com uma peneira. Pois esse vazio é como se fosse o segredo de uma fechadura que apenas uma chave encaixa, e o segredo dessa solidão é Deus. Um Deus que te ama verdadeiramente, um amor tão grande que chega a ser constrangedor, pois não há amor maior nem outro que envolva sacrifício maior. Tentar fugir ou preencher esse vazio com qualquer outra coisa é esforço em vão, pois se não se está com Cristo, esse vazio é certo e não há nada nem lugar qualquer que dê jeito nele.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

“Nunca corte...




...aquilo que pode ser apenas desatado”. Edson Marques. Em tempos de excesso, de intensidade, em que quanto mais melhor, buscar um certo equilíbrio pode até ser confundido com preguiça, ou com falta de ambição. Muitas vezes acaba-se por se perder no meio de tanta intensidade, que se menospreza o “o que” e valoriza o “como”. Cria-se robôs, pessoas programadas para fazer isso, ou aquilo, dessa forma ou daquela, que muitas vezes não paramos para pensar se é tempo disso, ou daquilo. Buscamos uma eficiência, uma agilidade que muitas vezes não é a melhor forma de se resolver um problema. Buscamos soluções rápidas que nem sempre são tão eficazes, e acabamos por cortar aquilo que poderia ser apenas desatado, daria mais trabalho, “perderia-se” ou investiria-se mais tempo, exigiria-se mais paciência, habilidade, cuidado, mas o resultado seria muito mais eficaz do que simplesmente cortar. Muitas vezes na nossa angústia e ansiedade de resolver logo o problema não pensamos muito nos resultados de nossas ações, pensamos apenas na imediaticidade das nossas ações, e por vezes acabamos por não nos importarmos com o depois, com as consequências que nossas ações e palavras podem gerar na vida das pessoas que estão a nossa volta, na vida das pessoas que amamos. E acaba que nos colocamos, mais uma vez em uma posição superior às pessoas a nossa volta, não nos importando com elas e sim em resolver a qualquer custo um problema que pode existir apenas na nossa cabeça, e ao invés de simplesmente tentar desatar e usar esse tempo a mais que se usa para refletir ao invés de simplesmente cortar e resolver momentaneamente um problema e comprometer algo que pode ser muito mais difícil de reverter ou de arrumar depois. Resolver um problema não consiste apenas em pegar uma tesoura e cortar, muitas vezes o nó nem existe, a corda está apenas enrolada. Atitudes como parar, pensar, respirar, refletir para só então agir pode preservar esse comboio de cordas que se chama o coração (como diria Fernando Pessoa).

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

“Algumas das melhores lições de vida...




...são aprendidas nos piores momentos.” Incrível como tantos bons aprendizados podem sair de momentos de plena escuridão na vida da gente. Aqueles momentos quando encostamos a cabeça no travesseiro e nos faltam as palavras e sobram as lágrimas. Aquela angústia dá um nó na garganta que é impossível que passe por ali um suspiro sequer. Você vê todo o seu mundo desabando, sem uma esperança sequer e sem forças para lutar por qualquer coisa. Se sente como se estivesse em meio a um deserto, com areia para todos os lados, sem previsão de chuvas ou água de qualquer espécie. Sente-se como se estivesse desfalecendo, com o coração apertado. E é aí que você aprende a depender de Deus, e aí que você vê que tudo aquilo que você precisava para ser feliz não passa de falsos deuses na sua vida. Estou lendo um livro que a autora traz a luz a seguinte afirmação: "O que eu preciso ter para que a minha vida tenha significado ou para que eu seja feliz? Se eu responder esta pergunta com qualquer coisa além do próprio Deus, então é isso o que tem servido para mim como um deus." aonde nós temos colocado a nossa felicidade? Oramos pedindo para aprender mais de Deus, que queremos viver apenas a vontade de Deus para a nossa vida. Hipócritas! Queremos o nosso conceito de felicidade, conforto, dinheiro, amizades, amor. Buscamos o que nos convém. Nada que abale a nossa zona de conforto pode ser considerado satisfatório. Mas quando saímos dessa zona de conforto que o nosso caráter é moldado. E quando nos vemos nesses piores momentos é que nos vemos realmente transformados. E mais do que perceber tudo isso, devemos nos alegrar nesses momentos difíceis, e saber que existe um Deus com propósitos muito certos. E olha que somos egoístas, mentirosos, vaidosos, sujos. E é aí que a graça do Senhor faz toda a diferença. Pois se dependêssemos do quanto somos “bons”, ou do tanto de coisas “boas” nós conseguimos fazer estaríamos perdidos. Então, busquemos perseverar e nos alegrar na provações e aprender as ricas lições que podemos tirar desses momentos em que nada parece fazer sentido.

domingo, 15 de agosto de 2010

“Tem coisas que Deus dá para a gente aprender...




E tem coisas que Deus só dá quando a gente aprende”. Stefano Cavalcante. Mais um motivo de reflexão, motivado quem sabe pela minha ansiedade e engano de auto-suficiência de que eu posso resolver tudo no “meu mundo”. Quantas vezes, movida pelo meu egoísmo e egocentrismo chorei amargamente, sofri desesperadamente pela medíocre vontade de agradar a mim e somente a mim. Entendo que a felicidade é almejada por todos, e que em busca dessa felicidade buscamos sim agradar a nós mesmos. Só há um porém, que a minha vontade não é boa, nem perfeita nem agradável. E só terei essa percepção quando enxergar que existe um Deus, um Deus de amor, um Deus que me ama, e que me ama muito, e que sabe e tem o MELHOR, para minha vida. Que tem uma visão do todo, do passado, do presente e do porvir e que sabe o que é melhor e qual é o melhor tempo. As vezes o “objeto” do meu sofrimento era até algo importante para mim, algo que está pronto para mim, só que a diferença é que eu posso não estar pronta para ele. Meio abstrato? Pode ser... vou tentar esclarecer... Deus sabe o que é melhor para mim, e quando tudo deve acontecer, então devo confiar nEle e não em mim, e nem na minha “capacidade” de querer alguma coisa, pois nós somos egoístas, com um coração enganoso e corrupto, que muitas vezes busca algo para saciar algum desejo corrupto e deturpado. Podemos até enganar a nós mesmos e nos convencer de que alquilo realmente é bom para nós naquela hora. Então o que eu quero dizer com tudo isso? Que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável e algumas vezes ele nos dá (tira) algo para o nosso aprendizado, e outras Ele só dá quando aprendemos. E que esse tempo de espera possa ser de grande aprendizado. Momento em que o Senhor molda o caráter, quando devemos perceber que nós por nós mesmos não passamos de pó, mas quando o Senhor é por nós, as coisas acontecem da melhor forma possível e no tempo em que devem acontecer. Ficar ansioso, chorar, sofrer, se inconformar, chingar, brigar não vai resolver nada, pelo contrario, serve de desgaste para você (e para mim), então esperemos para que as coisas aconteçam do jeito que tiver que ser. Descansa seu coração e espera em paz com os pés no chão, confiando que o Senhor tem o melhor para a minha e para a sua vida!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sabe aqueles dias?



Aqueles quando tudo parece dar errado! Você teve insônia, quando conseguiu dormir teve pesadelo, acordou atrasado, o leite acabou, o pão ta duro, você esqueceu-se de abastecer o carro, tem uma pilha de trabalho na sua mesa e seu chefe tá no seu pé com seus atrasos, pega aquele engarrafamento, não tem vaga, ta chovendo, seu sapato é novo, você ainda ta de TPM, daquelas que chora quando vê propaganda de margarina e tudo o que você pensa é: Porque mesmo eu saí da cama hoje? Pois é, quem nunca teve um dia daqueles. Que dá vontade de reclamar por tudo, se queixar de tudo, sair correndo pro banheiro para chorar, e perguntar por que você é tão infeliz? Por que sofre tanto? Quando de repente me deparei com esse versículo: "protege-me como à menina dos teus olhos; esconde-me à sombra das tuas asas" SL 17.8. É a gente fraqueja mesmo, questiona, chora, esperneia, tem medo, se sente só, mas aí a gente sabe que pode parar e clamar sabendo que tem Alguém, um Deus maior que todo sofrimento, com um amor maior que qualquer cor, que te protege como menina dos seus olhos. Deus com uma vontade soberana que nos ama como filhos, e sabe o melhor para a nossa vida. Que permite sim que passemos por tribulações, mas nos diz que Ele está no controle, que quer que cresçamos e amadureçamos de acordo com Seus preceitos. Nos dá aquele colo de pai, e acalma nosso coração. E ai, depois de tudo isso, depois de ter se rebelado contra tudo e contra todos, aquele amor constrangedor inunda o coração, e depois disso, eu só tenho uma coisa a dizer: Deus é bom, Deus é muito muito bom! E nos resta seguir em frente, subir de novo na bicicleta, e voltar a pedalar. Depois de um tombo sempre tem aqueles machucados, mas existe um Deus que cuida, e muito mais do que isso... um Deus que controla o seu guidom.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Aquilo que temos o poder de fazer,




...temos também o poder de não fazer. Aristóteles. Quantas vezes você já não ouviu a expressão: Eu não tive escolha! Eu tive que fazer isso! Já ouvi e já disse muitas vezes. Essa citação de Aristóteles me fez pensar um pouco. Pensar sobre o tanto de desculpas que damos quando comentemos algum erro. A culpa pode ser de mil circunstâncias, ou fatos menos do nosso coração corrupto. Somos ótimos em arrumar pretextos e desculpas para nos eximirmos das conseqüências dos nossos atos. Sabe, algumas pessoas nós conseguimos até enganar, mas não devemos nos esquecer que Deus está vendo tudo, e muito mais do que conhecer todos os atos e ver todos os fatos, Ele conhece o nosso coração, a motivação do nosso coração. Então, não adianta tentar se eximir perante as pessoas, pois nisso a gente só se engana mais e mais. Quando fazemos algo “errado”, o que resta é assumir o erro e se arrepender, e mais do que isso, buscar não fazer de novo, pois quando percebemos que algo é ruim, devemos buscar nos afastar disso. Principalmente quando se trata de atos que nos afastam de Deus. Se esconder atrás de alguma “desculpa perfeita” não afasta de nós a culpabilidade de nossos atos, pode até gerar um falso alívio, mas no fundo do seu coração, você sabe o peso de seus atos. E só o sincero arrependimento tira esse peso na consciência. E lembre-se, que o que temos o poder de fazer, também temos o poder de não fazer.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

“Eu aprendi que...




...deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos.” William Shakespeare. Depois de um longo inverno de postagens por aqui, eis que estou de volta. Não sei se tão freqüente como antes, mas de volta pelo menos por enquanto. Esbarrei com essa citação e resolvi dar um pulinho por aqui, compartilhar um pouco. Me fez lembrar o tanto que somos “pidões”, não é? Com a nossa visão limitada e imediatista pedimos sem pensar duas vezes... muitas vezes pedimos certas coisas com motivações completamente descabidas. Pedimos por vaidade, pedimos por orgulho, pedimos por egoísmo... Mas ainda bem que Deus não nos dá tudo que pedimos... e que isso não seja motivo de revolta ou tristeza, mas motivo de gratidão. Isso me fez lembrar da história de Amy Carmichael, aquela que quando pequena queria ter os olhos azuis e pediu a Deus, ela não conseguiu seus olhos azuis, mas quando cresceu se tornou missionária na Índia, e usava disfarces de indiana para comprar as crianças que estavam sendo vendidas e mortas nos templos pagãos, e se ela tivesse os olhos azuis não conseguiria de disfarçar. Um Não de Deus é a melhor coisa que Ele poderia fazer por nós, e nós deveríamos ser gratos, muito mais gratos... “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” Efésios 3.20-21

terça-feira, 1 de junho de 2010

“Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho...




… Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!” Machado de Assis. Andei pensando sobre isso há um tempo atrás, quando li essa citação de Machado de Assis me deu vontade de escrever aqui no blog. Sobre o que nós temos valorizado, dado ênfase no nosso dia-a-dia? Sabe, quantas vezes não nos pegando, lembrando, tão somente dos problemas, ou seja, tiramos o foco da Rosa e colocamos nos espinhos, e choramos amargamente em cima dos espinhos, de como eles são feios, como eles machucam, como eles nos atrapalham, como são incômodos, como eles são trabalhosos, e eu poderia enumerar mais uma lista de dificuldades que os espinhos causam. Poxa, mas essa Rosa é tão bonita, mas uma pena que tenha espinhos. Mas ainda há aqueles que mantém os olhos fixos na Rosa, não ignoram os espinhos, suas dificuldades, mas sorriem por saber que depois de enfrentar os espinhos há uma linda Rosa. Toda essa análise me fez pensar nos espinhos que tem desviado nosso olhar da Rosa. E quais as consequências desse desvio de olhar, quando você percebe já está afogado em lágrimas, e raivas que você chega a esquecer até mesmo que a Rosa existe. Alegre-se se dificuldades existem, regra geral é porque vale a pena, manter os olhos fixos na Rosa gera perseverança. Rosas sem espinhos não sobrevivem, ficam vulneráveis, e acabam por serem destruídas ou banalizadas. Sem os espinhos, a Rosa não seria tratada com tanto cuidado. Obstáculos existem para ser superados, senão seriam como um meio-fio, daqueles que servem pra sentar e chorar. Não cabe a nós questionar os propósitos de Deus, Ele faz as coisas muito certas, pode não parecer ao nossos olhos, mas Deus tem um plano para a vida de cada um de nós, quer sejam eles com muitos ou poucos espinhos, mas que saibamos que DEUS É BOM, e por mais espinhoso que seja o caminho, a Rosa ao final faz valer a pena. “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente, ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” Filipenses 4.8. Que essas coisas ocupem os nossos pensamentos!!!

terça-feira, 25 de maio de 2010

“Seja um anjo para alguém...




… conte tudo que Ele fez, do amor que transformou, da certeza que Ele vem” Golgotha. Um trecho de uma música (e até de uma camiseta =D), que me fez refletir um pouco. O que é ser um anjo para alguém? Acredito eu, que anjo nessa música vem não vem com algum sentido místico ou sobrenatural de anjo-da aguarda, ou afins. Mas sim no sentido de amigo fiel, companheiro, sincero, que serve de apoio! Mas muito mais do que uma amizade política, ou de interesses. Uma amizade que se doa, que não espera nada em troca. Ou ainda aquela que pergunta “tudo bem?” esperando que esteja, somente pela falta de tempo de ouvir os motivos de não estar tão bem assim. Um amigo que tem a certeza que pede para o outro orar por ele, na certeza de que ele o fará. Uma amizade que vai além de bagunças, pizzas, noites de pijamas, tardes de vídeo game, filmes com pipoca e sorvete; uma amizade que edifica, que te dá conselhos segundo a Palavra de Deus. Que em momentos de desespero e tristeza, você prestes a querer “meter os pés pelas mãos” ele te ajuda a colocar a cabeça no lugar. E mais do que falar o que e como você deve proceder, mas falando o que Deus fez na vida dele, como Deus falou com ele, o que Deus falou com ele. Uma amizade que tem por ponto de partida um aspecto em comum, ou melhor O aspecto em comum. Que a essência é a mesma, que o bem mais precioso é o mesmo, que as prioridades são as mesmas. Uma amizade que cresce sob os ensinamentos do Senhor. Que a relação de “anjo” e “protegido” seja recíproca, que chegue ao ponto de se confundir! Onde quem sustenta é sustentado e quem é sustentado sustenta. Uma amizade assim não tem preço, não se mede, não se acaba!!!

terça-feira, 18 de maio de 2010

“Quando os problemas se tornam absurdos...




...os desafios se tornam apaixonantes” . Quantas vezes não nos deparamos com diversas situações em que não víamos esperança em lugar nenhum. Sabe aquele deserto? Para todos os lados só se vê areia... aí bate aquela vontade de desistir de tudo, jogar a toalha, assumir o fracasso.. Afinal de contas as coisas fáceis são mais legais, né? NÃO! Sem dificuldade não á superação, sem os “impossíveis” não tem milagres, sem sofrimento não há compaixão, sem deserto não tem transformação. Esse deserto costuma nos colocar no nosso devido lugar. (como assim, no nosso devido lugar?) Temos uma tendência muito grande a crer em uma falsa autossuficiência, onde por alguns instantes chegamos a acreditar que temos o pleno controle de tudo que acontece nas nossas vidas, e nesse deserto é onde levamos aquela sacudida para ver o quão equivocados estávamos, e voltamos para a nosso devido lugar, sabe aquele puxão de orelha, e aí a gente lembra que Deus não é soberano só lá no céu, ou só lá na Bíblia, mas que Ele é soberano nas nossas vidas também, e o plano é viver na dependência desse Deus soberano! Além disso se a vida ta tranquila demais, sabe sobra e água fresca, sem turbulências ou crises, pare e pense que tem alguma coisa muito errada. (como diria o filósofo: tem um saco de cabelo por trás disso). Viver o evangelho é pagar um preço, ser diferente nunca é harmônico, se sua vida não segue os padrões desse mundo sempre vai haver algum tipo de oposição, até quem sabe algum tipo de perseguição. No meio de uma escuridão total, até uma pequena faísca se destaca consideravelmente, que dirá a luz propriamente dita. Se está tudo muito tranquilo, coloca na balança e tenta ver aonde essa luz que há em você está se escondendo no meio desse breu. Por mais que a situação pareça impossível lembre-se, que se o cego enxergasse, não haveria milagre. Cada novo dia, é um novo desafio. Sentar e lamentar a dificuldade, peça ajuda a Quem tem experiência em superar aquilo que é impossível aos olhos humanos!!!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

“Atingir um objetivo que você não tem,




...é tão difícil quanto você voltar para um lugar que você ainda não foi...”. Engraçado como por diversas vezes tomamos para nós os sonhos e vontades alheias. Ignorando aquela frase que sua avó sempre te dizia “que nem sempre o que é bom pros outros é bom pra você!”ou então “é um mito que a grama do vizinho é mais verde”. Olha só... cada um de nós é uma pessoa diferente, com uma história diferente, com experiências diferentes, com medos diferentes, e muito provavelmente Deus possui planos diferentes para a vida de cada um. Claro que muitas vezes há algumas semelhanças, compatibilidades, ou até quem sabe algum tipo de admiração, mas não devemos tomar como objetivo para a nossa vida algo apenas por achar legal, ou achar bonito, ou quem sabe mais confortável. A gente tem que viver os planos de Deus para as nossas vidas. Já ouviu aquela frase, ou vai pelo amor, ou pela dor? Você pode pegar o caminho mais curto da obediência, ou o caminho mais longo da suposta auto-suficiência. Não tente tomar para si o que é bom, ou aparentemente bom para o seu próximo. O Senhor não nos tem como mais um no meio de uma multidão. Cada um de nós é tratado como filho, que tem um nome, uma identidade e uma vida própria. Nosso objetivo tem que ser sonhar os sonhos de Deus pra nossa vida, e não criar nossos próprios sonhos, e próprias vontades, inspiradas no querer no nosso coração, que é enganoso e corrupto, que busca agradar a carne, e não o espírito. Ontem a noite ouvi uma música da Carol Gualberto que diz assim: “Não quero viver pra mim, quero ter o coração em ti, das coisas do alto quero me encher, cumprir Teu chamado e Teu querer...” Não desperdice sua vida correndo atrás, lutando por objetivos que você não tem, tentando voltar a lugares que você nunca foi...